Coloquei a tristeza de lado e agora acho que posso me dizer uma pessoa contente. Olhar o outro lado da moeda e a melhor coisa a fazer quando o tédio se inibe dentro de si. As vezes a verdadeira e deprimente eu volta, mais então olho pra vagas lembranças. Lembranças nas quais eu gosto muito de ter em minha mente, pois e a motivação de todos os meus devaneios são a vaga lembrança que tivera alguns dias atrás. O dia parecia péssimo, e meu ultimo pingo de esperança, se fora quando eu verá a chuva cair sobre o chão. A mochila pesadas em minhas costas me fazia pensar que meu os pés viraram tijolos e eu não consegui me mover. Parei. Vi por um longo tempo a chuva cair sobre mim e percebi que as pessoas que passavam por mim me olhavam como se eu fosse algo anormal. Elas pareciam estressadas, grunhiam e faziam som esquisitos de reprovação a minha atitude. Até um homem me passar e murmurar algo sobre, eu ter que gostar de fazer o que faço, mesmo que aquilo seja sorrir quando estivesse chovendo, e deixar tudo para poder ser feliz. Ele era um velho, um velho alegre se me permite dizer. Ele tinha as costas largas e parecia por um momento estar doente, e estava. E pude perceber assim então que a vida se faz o que se quer. E que enquanto eu continuasse parada sobre o chão molhado em frente a minha calçada eu não conseguiria nada, nada além da minha infelicidade. Que era totalmente diferente do que eu queria. Eu estava ali naquele momento, porque acabara de sair de casa, procurando o que e deixasse ser capaz. E então, soube porque queria aquilo, para estar ali. Para parar em meus proprios devaneios e ver o homem que alegrara o meu dia. Então eu tinha uma motivação para ser feliz.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Agora acho que sei como uma despedida pode doer. E como falam, quando nós despedimos de uma pessoa que amamos e como a morte de algo, sua vida com aquela pessoa passa diante dos seus olhos. E tudo que você já passou com ela se acumula em uma pequena caixa guardada num dos mais profundos horizontes. As vezes não é para tanto, você pode esquecer aquela pessoa. Mais num aquário com cores, quando os peixes se vão só resta a infelicidade da vida. Então a gente respira fundo e tenta não olhar pra trás, porque sei que vou te ver, e a dor me aflige, ela me diz o que fazer e o que não fazer. Ela me comanda como um boneco em suas linhas. E por mais que eu queira ferir alguém e vou pensar nas pessoas que a vão perder, e eu sei o quanto eles vão sofrer. O que sinto agora? Não desejo que uma pessoa sinta. Pois e dor de mais pra alguém aguentar . E na verdade, eu tenho medo, medo de não conseguir passar sem cicatrizes. Sem lembranças, sem dor.
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